Doutora Suzy

Câncer de Pele

Por Suzy Rabello

Muitas pessoas têm curiosidade em saber o que são exatamente os chamados cânceres ou tumores malignos que tanto têm acometido pessoas. Na verdade, se trata de crescimento desordenado das células. Essa resposta não é simples e nem sempre é fácil de entender como se dá o processo. Em nosso organismo há uma série de mecanismos de regulação que evitam que as células se dividam desnecessariamente. Quando há falhas nesses sistemas, os cânceres podem ser gerados.

O corpo humano é naturalmente capaz de produzir vários tipos de tumores malignos. Para tanto, eles acontecem quando existem fatores que desencadeiam, ainda que em longo prazo, o descontrole da divisão celular. Para algumas formas de tumores malignos pulmonares, por exemplo, temos associação ao tabagismo. No caso dos tumores de pele, o desencadeante desse “desarranjo” é normalmente a exposição intensa à radiação ultravioleta (UV), ou seja, exposição à luz solar.

O “tomar sol” é benéfico, mas desde que seja na medida certa, ou seja, respeitando os limites de horário e a tolerância individual. A exposição ao Sol até as 10 da manhã e após as 16 horas tem uma concentração menor de radiação ultravioleta, sendo menos prejudicial à saúde.  Indivíduos de pele muito clara toleram menos exposição solar se comparados aos indivíduos mais morenos. Além disso, tendem a sofrer queimaduras solares e não se bronzeiam tão facilmente.  A diferença entre os indivíduos mais ou menos morenos está na capacidade da célula chamada melanócito em produzir seu pigmento (melanina), pois, independentemente da etnia, temos distribuições numéricas similares em nossas peles. A cor morena adquirida pela exposição ao sol é, na realidade, produzida para proteger o DNA da célula frente às novas exposições à radiação UV.

Áreas descobertas do corpo, que sofrem anos de exposição prolongada ao Sol (normalmente o “V” do decote, braços e rosto), têm a pele danificada de forma intensa, em contraste com a pele das áreas cobertas pela roupa. Normalmente, surgem lesões que chamamos de pré-malignas, que antecedem os tumores, bem como os cânceres de pele mais comuns, que são os carcinomas basocelulares e espinocelulares. Seus nomes são dados pela camada de célula de onde se originam na epiderme: camada basal ou camada espinhosa, respectivamente. Muitas vezes, essas lesões se parecem com pequenas pintas brilhantes ou têm muitas casquinhas em sua superfície. Podem também se manifestar como feridas que não se cicatrizam.

Os cânceres de pele mais graves, associados a metástases (capacidade do tumor de invadir órgãos à distância), são os as, que normalmente são associados a exposições solares intensas e esporádicas, como as que ocorrem nas férias de verão, quando as pessoas querem tomar sol e se bronzear rapidamente, gerando queimaduras, muitas vezes, com bolhas. Esses tumores em geral se iniciam como pintas escuras, devendo ser avaliados com cuidado.

Existem outros tumores de pele que são bastante infrequentes, mas a mensagem a ser destacada é que o reconhecimento e o diagnóstico de uma lesão são fundamentais para o tratamento. Procure sempre um dermatologista para tirar suas dúvidas.

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